Cinema da Fundação comemora bons resultados de 2017

18 de Janeiro de 2018

O Cinema da Fundação/Museu termina o ano de 2017 com motivos de sobra para comemorar. Seu público cresceu em 22% em relação ao ano anterior, atraindo mais de 32.300 pessoas (32.314) e exibindo 208 longas e 119 curtas, entre produções nacionais e internacionais. Foram criados e implantados novos projetos, como o Alumiar, de sessão acessível para pessoas com baixa visão, cegas, surdas e ensurdecidas; o Lição de Cinema, para estudantes e professores, e a sessão Sempre aos Domingos, resgatando clássicos inesquecíveis.

Além do bicicletário já existente, o cinema passou a oferecer vagas no pátio interno da Fundaj para as pessoas que precisam se locomover de carro e não dispunham de local próximo e mais seguro para estacionar. Visando intensificar a comunicação com seu público, foi implementado um novo site onde estão disponíveis, para visualização e impressão, a programação semanal de filmes, além de informações sobre as sessões especiais, notícias, e acesso às mídias sociais – Facebook, Instagram, Twitter e Youtube.

O site dispõe ainda de área de cadastro para recebimento de programação via email. Para uma maior interação com o público, foram produzidos 33 vídeos para postagens nas mídias sociais, sendo sete deles com acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiências sensoriais. Além disso, foram postadas mais de 500 notícias (Facebook, Instagram, Twitter e site) divulgando as programações do cinema e suas ações. Todo esse trabalho resultou num crescimento de cerca 10% no número de seguidores do perfil do cinema no Facebook, passando de 32.694 (fevereiro), para 35.626, em 31 de dezembro de 2017. No Instagram, em julho, comemoramos os 5 mil seguidores, e esse número já chega a quase 8 mil pessoas.

Os debates foram constantes no cinema, com lançamentos de filmes e participação de diretores e atores, como Marcelo Gomes (diretor), Júlio Machado e Isabél Zuaa (atores) do filme “Joaquim”; Marcelo Caetano, diretor, e os atores Kelner Macêdo, Lucas Andrade e Linn da Quebrada de “Corpo Elétrico”; Davi Pretto, diretor de “Rifle”; Laís Bodanzky, diretora de “Como Nossos Pais”; Julia Murat (diretora) e Raquel Karro e Neto Machado (atores), de “Pendular”; Cristiano Burlan (diretor) e Jean-Claude Bernardet (ator), com o filme “Antes do Fim”; Valdinéia Soriano, atriz de “Café com Canela”; Pedro Rocha, diretor do filme “Corpo Delito”, e Paulo Caldas, diretor de “Saudade”.

Além disso, mantendo sua tradição de abrir espaço para o cinema nacional e internacional, foram recebidos as mostras e festivais Varilux (3.191), Janela Internacional de Cinema (2.291), Play the Movie/Coquetel Molotov (224), VerOuvindo (277), Cine às Escuras (129), Animage (125), Festival de Circo (68), Grande Prêmio Brasileiro de Cinema (121) e Ópera na Tela (143).

Para fechar o ano, a já tradicional Retrospectiva/Expectativa do Cinema da Fundação atraiu 1.285 pessoas, com uma programação composta por debates e exibição de 46 títulos, entre clássicos restaurados, Retrospectiva 2017 e os inéditos da Expectativa 2018, contando ainda com as mostras internacionais 100 anos de Jean-Pierre Melville e Short Wave (curtas poleneses). A Mostra teve um aumento de público em 60% em relação a 2016 (799 pessoas).

FILMES DE MAIOR PÚBLICO

Durante o ano de 2017, os filmes nacionais foram destaque, ocupando os três primeiros lugares no ranking dos mais vistos do Cinema da Fundação/Museu. O premiado “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, foi o filme que atraiu o maior púbico do ano, com 2.291 pessoas. Em segundo lugar, ficou o documentário “Divinas Divas”, de Leandra Leal, com um público de 985 pessoas. Em terceiro, “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello, com 808 pessoas.

Das produções internacionais, as que atraíram um maior número de público foram “De Canção em Canção”, de Terrence Malick (753); “T2 Trainspotting”, de Danny Boyle (670), e “Eu Não Sou o Seu Negro”, de Raoul Peck, com 659 pessoas.

NOVAS SESSÕES

Acessibilidade – O ano também foi marcado pela importante iniciativa de oferecer um espaço de inclusão para as pessoas com deficiências sensoriais. Com o projeto Alumiar, de sessão acessível, o Cinema da Fundação é primeiro do Brasil a tornar acessíveis e a exibir, quinzenalmente, filmes nacionais com três modalidades de acessibilidade comunicacional: Audiodescrição (AD) para pessoas cegas ou com baixa visão; Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas; e Legenda para surdos e ensurdecidos (LSE). O projeto exibiu em 2017, além de curtas no seu lançamento, os longas “O Auto da Compadecida”, de Guel Arraes, e “Cine Holliúdy”, de Halder Gomes, levando filmes acessíveis a mais de 400 pessoas.

A cada filme, as pessoas cegas ou com baixa visão recebem o programa da sessão em braille. Além disso, para facilitar o reconhecimento do espaço do Cinema da Fundação/Museu, foi construída uma maquete tátil que representa, em detalhes, o conjunto de ambientes mobiliados que compõe o cinema, como a tela de projeção e palco, sala de exibição, poltronas (num total de 166), cabine de projeção, áreas de circulação e entrada do cinema. A maquete estará exposta na entrada do cinema e foi confeccionada na escala de 1/25, com dimensões de 0,50 x 1,15m. Todos os elementos representados respeitam suas características originais como cores, texturas e formas. As legendas de orientação e descrição da maquete estão acompanhadas de caracteres braille.

Lição de Cinema – A sessão foi criada visando reunir estudantes, professores e cinéfilos para dialogar e refletir sobre produções cinematográficas no melhor ambiente do mundo para isso: a sala de cinema. Destinada a todas as instituições de ensino, realizadores e público interessado, a sessão é gratuita para estudantes e professores. Uma vez por mês, durante o período escolar, um filme é apresentado e debatido por professores e especialistas das mais diversas áreas do conhecimento que dialogam com a arte cinematográfica.

Em 2017, foram exibidos os filmes “Gritos e Sussurros”, de Ingmar Bergman, com apresentação do professor de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Pernambuco, Rodrigo Carreiro; “Fatima”, de Philippe Faucon, apresentado pela professora Catarina Andrade, da Faculdade dos Guararapes (cursos de Comunicação e Arquitetura) e da Unicap; “Afterimage”, de Andrzej Wajda, apresentado por Leonardo Castro Gomes, professor e coordenador dos cursos de Comunicação Social do Centro Universitário dos Guararapes; “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, apresentado pela artista plástica e professora da UFPE, Maria do Carmo Nino; e “Na Praia à Noite Sozinha”, de Hong Sang-Soo, com apresentação de Camilo Soares, professor de Cinema da UFPE. O Lição de Cinema reuniu um público de 334 pessoas.

Clássicos – No primeiro semestre, o Cinema da Fundação/Museu lançou o Sempre aos Domingos, que chegou para resgatar grandes filmes adultos e infantis que marcaram época. Foram exibidos clássicos como “O Estranho que Nós Amamos” (139 pessoas), “A Felicidade Não Se Compra” (133) e “Os Guarda-chuvas do Amor” (125). Nas sessões infantis, “Dumbo” (166), “Pinóquio” (166) e “A Dama e o Vagabundo” (166), entre outros, foram acompanhados de atividades promovidas pelo Educativo do Museu. O Sempre aos Domingos exibiu um total de 22 filmes, atraindo um público de 2.509 pessoas.

BALANÇO CINEMA DA FUNDAÇÃO/MUSEU 2017






Cinema da Fundação comemora bons resultados de 2017