Setembro 2017

O projeto Alumiar oferece um espaço de inclusão social e de cultura para as pessoas com deficiências sensoriais, o que faz do Cinema da Fundação o primeiro do Brasil a tornar acessíveis e exibir na sua programação regular filmes nacionais com três modalidades de acessibilidade comunicacional: Audiodescrição (AD) para pessoas cegas ou com baixa visão; Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas, e Legenda para surdos e ensurdecidos (LSE).

Numa parceria entre a Fundaj/TV Escola/MEC, durante o período de um ano, o projeto irá tornar longas-metragens brasileiros acessíveis, selecionados mediante uma curadoria que prioriza a qualidade cultural e artística da obra. Depois de exibidos no cinema, os filmes serão disponibilizados na TV Escola e na TV INES. “O projeto Alumiar foi elaborado por compreendermos que é função do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, enquanto instituição do Ministério de Educação (MEC), sem fins lucrativos e com objetivos culturais, sociais e inclusivos, ser um espaço acessível para todas as pessoas”, esclarece o Ministro da Educação Mendonça Filho, entusiasta do projeto.


O Alumiar destina-se, também, a estudantes, profissionais e pesquisadores da área da acessibilidade, produtores de audiovisual, estudantes de artes visuais e o público em geral. Além de colaborar para a formação de um novo público a partir da inserção de pessoas com deficiências sensoriais no universo do cinema, a ação inclusiva vai criar um canal de diálogo com profissionais da acessibilidade. "A ideia é que as sessões se tornem um espaço de discussão e avaliação do modelo de acessibilidade aplicado aos filmes, com debates e pesquisas realizadas entre público e especialistas. O projeto visa ainda a realização de seminários e cursos sobre acessibilidade no cinema", explica a idealizadora e coordenadora do projeto Alumiar, Ana Farache, gestora do Cinema da Fundação.

Para o presidente da Roquette Pinto, jornalista Fernando Veloso, Alumiar é um dos projetos de maior abrangência em acessibilidade comunicacional no país. “Com a exibição dos longas na TV Escola e na TV INES, será ampliado o número de pessoas beneficiadas com o projeto, pioneiro ao levar filmes brasileiros com as três acessibilidades comunicacionais no cinema, num canal de televisão e numa webtv”, destaca.

Programa/Maquete - A cada filme, as pessoas cegas ou com baixa visão recebem o programa da sessão em braille. Além disso, para facilitar o reconhecimento dos espaços do Cinema do Museu e do Derby, foram construídas duas maquetes táteis que representam, em detalhes, o conjunto de ambientes mobiliados que compõe os cinemas, como a tela de projeção e palco, sala de exibição, poltronas (166 no Museu e 160 no Derby), cabine de projeção, áreas de circulação e entrada. As maquetes estão expostas nas entradas dos cinemas e foram confeccionadas na escala de 1/25, com dimensões de 0,50 x 1,15m. Todos os elementos representados respeitam suas características originais como cores, texturas e formas. As legendas de orientação e descrição das maquetes estão acompanhadas de caracteres braille.

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EQUIPE ALUMIAR
Idealização e coordenação do Projeto Alumiar | Ana Farache
Supervisão de acessibilidade | Liliana Tavares
Produção | Túlio Rodrigues
Edição e finalização | Rogério Pinto e Luiza Pinto
Estagiárias | Giulianna Miguel e Tafnes Oliveira
Videomaker | Bernardo Lessa
Designer | Hannah Sá

SESSÕES ALUMIAR