Cinema da Fundação completa 100 sessões acessíveis com programação especial

07 de junho de 2023

O Cinema da Fundação, equipamento cultural da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) vinculado à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), alcançou a marca de 100 sessões acessíveis e, em comemoração, terá uma programação especial no mês de junho. As sessões acessíveis incluem o Projeto Alumiar, Índigo e Escola. Foram realizadas tanto nas salas do Cinema da Fundação quanto em outros espaços de cultura e de ensino. Os projetos recebem pessoas com deficiência, cegas, surdas, neurodivergentes, com autismo, com TDAH, com deficiência intelectual, com síndrome de Down, entre outras.

São diversos grupos envolvidos, como escolas, associações, fundações de cultura e de educação, instituições de ensino, universidades, grupos de pesquisa, ongs, centros culturais, casas de acolhimento e prefeituras. Mais de 5.500 pessoas já participaram das sessões acessíveis do Cinema da Fundação. “Essa é uma demonstração do compromisso da Fundaj com a inclusão de todos e todas. A nova gestão está comprometida em favorecer, cada vez mais, a realização de atividades que envolvem os equipamentos culturais da Fundaj, especialmente atendendo ao setor mais vulnerável da nossa sociedade”, disse a presidenta da Fundaj, a professora doutora Márcia Angela Aguiar.

Iniciando a programação especial em junho, já nesta quarta-feira (7), a Fundaj recebe grupos do Projeto Empodera, da Secretaria da Mulher da Prefeitura do Recife – as escolas municipais Gilberto Freyre, de Dois Irmãos, e Padre Henrique, do Derby. Também vão participar da ação o CAPS AD José Lucena, do Ipsep, o Porãozinho dos Ventos – Espaço de Vidada Torre, o Espaço Nossa Casa, de Casa Amarela, e o Lubienska Centro Educacional, da Torre.

O público fará uma visita acessível ao Cinema da Fundação, onde serão exibidos os curtas pernambucanos Maracatu Maracatus, de Marcelo Gomes, Salu e o Cavalo Marinho, de Cecília da Fonte Alves, e Recife de Dentro Pra Fora, de Kátia Mesel. Depois, a ação segue com uma mediação cultural no Museu do Homem do Nordeste. Já no dia 12 de junho haverá a formação interna para mediadores culturais “Saúde mental e atenção psicossocial: acolhimento e manejo com usuários/as de álcool e outras drogas”, com Jorge Luiz, do CAPS René Ribeiro. “Iniciativas de acessibilidade como estas são fundamentais ou mesmo imprescindíveis em uma instituição pública, sobretudo uma instituição vinculada ao MEC, que atua na área educacional. No caso da Fundaj, e da atual gestão, não é diferente em função dos compromissos já assumidos com ações que favoreçam a inclusão em seus mais variados matizes.”, comenta o diretor da Dimeca, Túlio Velho Barreto .

E para celebrar a centésima sessão, no dia 18 de junho, serão realizadas a Sessão Alumiar e a Sessão Índigo. “Podemos dizer que a programação acessível da Fundaj neste mês soma mais um passo para que consigamos estabelecer a devida inclusão social de forma igualitária, sendo ela tão valiosa para vivermos em uma sociedade mais equilibrada“, afirmou o coordenador do Cinema da Fundação, Luiz Joaquim. Integrando as ações do Cinema da Fundação, o Museu do Homem do Nordeste, em Casa Forte, recebe uma visita acessível no dia 20, às 14h, oferecendo monitoria a seis grupos. E para encerrar a programação, no dia 30, às 19h, haverá uma Sessão Escola, no Cinema do Porto, Bairro do Recife, na qual serão exibidos curtas produzidos pelos alunos do curso de Multimídia da Escola Técnica Estadual Porto Digital, nos formatos de curta-metragem, nanometragem, stop motion e videoclipe.

Acessibilidade na Fundaj

Cinema da Fundação é adaptado para receber pessoas com deficiências físicas, dispondo de espaços reservados para mobilidade reduzida, cadeirantes e obesos. Além disso, para facilitar o reconhecimento dos espaços das salas do Derby e do Museu, foram construídas duas maquetes táteis que representam, em detalhes, o conjunto de ambientes mobiliados que compõem os cinemas, como a tela de projeção e palco, sala de exibição, poltronas, cabine de projeção, áreas de circulação e entrada.

“Há cinco anos, o Cinema da Fundação assumiu o compromisso com a comunidade com deficiência de promover, de forma gratuita, sessões acessíveis com os recursos da Audiodescrição, da Língua Brasileira de Sinais e da Legenda para Surdos e Ensurdecidos. A complexidade do público envolvido é tão grande, que além de acolher pessoas cegas e surdas, também criamos espaços para as demais  pessoas, sustentando o conceito de acessibilidade expandida, em que públicos diversos podem se beneficiar de ações inclusivas que promovam o acesso de forma lúdica e respeitosa”, comenta o educador Túlio Rodrigues, especialista em acessibilidade.

Chegar ao número de 100 sessões acessíveis, destaca o educador,  revela um trabalho coletivo da Fundaj entre diferentes setores, a produção de acessibilidade comunicacional nos filmes, a presença de profissionais capacitados para receber e mediar o público com deficiência, os instrumentos de acessibilidade como piso tátil, maquete tátil, vídeo-libras. “Foram fatores essenciais para que chegássemos nesse número e para que, principalmente, o público com deficiência fosse contemplado com as ações, cumprindo a oferta de acessibilidade prevista na legislação brasileira e fortalecendo o campo da cultura e da educação inclusiva”.

Sessões

A Sessão Alumiar oferece sessões acessíveis para pessoas com deficiências sensoriais, com três modalidades de acessibilidade comunicacional: Audiodescrição (AD) para pessoas cegas ou com baixa visão; Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas, e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE). A Sessão Índigo oferece filmes para crianças, jovens e adultos com necessidades específicas, tais como síndrome de Down, transtorno do espectro autista, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, entre outros, e, e seus familiares. A sala de cinema fica mais iluminada e o volume do som é reduzido.

Cinema da Fundação completa 100 sessões acessíveis com programação especial